 Durante entrevista coletiva para falar sobre a prisão de três homens acusados de tráfico, o delegado, José Roberto Peres, chefe da Delegacia da Polícia Federal de Cruzeiro do Sul, disse que o problema da droga na região é social e precisa da contribuição de todos.
De acordo com o delegado, em uma reunião realizada recentemente, os líderes comunitários de Cruzeiro do Sul reclamaram muito da atuação da polícia, mas ele lembra que a Polícia Federal tem feito um trabalho que considera muito bom na Região do Juruá, no que diz respeito à repressão ao tráfico e consequentemente ao consumo de drogas. Peres diz que até este mês de julho, a Polícia Federal já realizou na região, mais apreensões e prisões por tráfico do que durante todo ano de 2009.
“Agora é importante colocar que esse problema da droga é social e a sociedade tem que participar de maneira mais ativa, no combate ao consumo da droga que tem aumentado muito. O cidadão não pode ficar sentado no sofá vendo o problema acontecer, porque o problema vai bater na porta dele, seja com um furto, um assalto, ou até mesmo com um familiar se envolvendo no consumo. Os jovens aqui de Cruzeiro do Sul são muito ociosos, falta trabalho, falta atividade, então todas as associações de classe precisam envolver os jovens na educação, desde o seio familiar. Os pais têm que orientar melhor os jovens, mas como às vezes falta estrutura na família, a sociedade tem que procurar envolver estes jovens dando ocupação no trabalho ou no esporte, de maneira que afaste eles da ociosidade que traz esse tipo de problema”, comenta o delegado.
Peres lembra um fator que tem dificulta o trabalho da Polícia Federal em Cruzeiro do Sul, que é o uso de películas escuras principalmente nos taxis, acima do que é permitido por lei. De acordo com ele, os policiais correm risco ao abordar um carro nessas condições, sem saber se os seus ocupantes estão armados, por exemplo. Problema que vai tentar solucionar junto ao Detran.
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